Em 2019 todos os recordes de consumo e exportação de carne bovina foram batidos. Como uma coisa está direta- mente ligada à outra, os preços subiram. Não foi a procura nos açougues brasileiros que fez o preço da carne disparar. Foi a “fome” dos estrangeiros, especialmente chineses, que, segundo os frigoríficos, pagam até 15% a mais pela carne. Entre setembro e outubro as exportações para China (+110%), Rússia (+694%) e Emirados Árabes (+175%) cresceram muito na comparação com o mesmo período do ano de 2018, segundo a associação que representa os frigoríficos (Abrafrigo).
O Brasil é o segundo maior produtor de carne bovina e o principal exportador mundial. Em segundo, vem a Austrália, que enfrenta uma grave seca e, consequentemente, teve sua produção de gado afetada. Depois vêm os Estados Unidos, que travam uma guerra comercial com a China, principal consumidora de proteínas animais do planeta.
Além da tensão com os EUA, os chineses também enfrentam a escassez da principal carne consumida no país, a de porco, por conta de um surto de peste suína africana.
As compras de carne bovina brasileira pela China dispararam de junho para frente. A procura por frango e porco também subiu.
Para aumentar as vendas, os chineses habilitaram diversos frigoríficos brasileiros no ano. Atualmente 102 indústrias brasileiras estão autorizadas a vender para China, 16 de carne suína, e 48 de carne de frango, 37 de carne bovina e 1 de carne de asinino (jumento).
Outro fator que não pode ser deixado de lado quando se trata de exportação é o dólar, que deixa as vendas para o exterior mais atrativas. Desde o fim de outubro de 2019, a cotação da moeda americana vem subindo com força, batendo recorde atrás de recorde.
A receita com exportação do produto pelo Brasil, maior exportador global, foi estimada em cerca de 7,45 bilhões de dólares.
Um mercado aquecido, esquenta também as apostas em um ano excelente. Com vários indicadores apontando para o “alto e avante”, cresce a confiança e toda roda econômica começa a girar. Não se trata de notícia de natureza editorial, impregnada de viés político ou corporativo. São fatos, números estatísticos incontestáveis, mundialmente respeita- dos que atestam a qualidade de um país que, através do desenvolvimento, pesquisa e muito trabalho, tornou-se líder mundial no agronegócio, utilizando apenas 4% da sua área territorial e ostentando o título de país que mais preserva suas terras nativas.
A ColdLine Brasil tem orgulho em participar ativamente desta cadeia evolutiva, oferecendo produtos e soluções cientificamente desenvolvidos e, torce para que não tarde o dia em que o mundo reconheça o Brasil na posição de destaque, que merece, conquistada pela excelência.